domingo, julho 04, 2010

Domingo

Tomar um café. Acender um cigarro. Ter aqueles pensamentos que a gente só tem quando está sozinha. Um domingo de vento gostoso que afaga a alma.

Hoje estive pensando no quanto a minha alma está quieta. E inquieta também. Mais quieta do que em outros tempos. Nessas horas eu só queria uma rede pra me balançar.

Andei refletindo sobre algumas atitudes que tomei. E eu nunca as entendi. Parece que eu estava fungindo de alguma coisa. Às vezes acho que sou uma eterna fugitiva.

Uma fugitiva que espera, espera, espera na sala de embarque. E que no desembarque sai às pressas toda atrapalhada com as malas nas mãos. Que não vê a hora de chegar em casa. E quando chega em casa se consola com as paredes de casa. Mas me inquieto de novo com as paredes de casa.

Agora, temporariamente, sinto-me bem com esta varanda, este vento, esta tarde de domingo...

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