terça-feira, maio 13, 2008

Tenho sonhado sempre com uma pessoa nada a ver. É estranho pra caramba. Noite sim, noite não, eu sonho com essa pessoa. Não que esse alguém nunca tenha significado nada pra mim, pelo contrário. Entretanto, não há nenhum motivo evidente que me leve a sonhar com a tal pessoa. Na verdade, pensando melhor, talvez eu deva avaliar com mais calma o que esses sonhos querem dizer.

segunda-feira, maio 05, 2008

Bote uma coisa na sua cabeça: quando você tá querendo construir alguma coisa, aparecem três vezes mais pessoas pra te atrapalhar do que pra te ajudar. Nadando contra a corrente...

sábado, maio 03, 2008

O tremor e esse estranho impulso,
que sinto ao te ver passar no acaso pela rua em curso
enquanto estou ao lado do meu amor
esse tremor é espasmo que me torna descrente
e me faz pensar que você,
caminhando até sumir diante dos meus olhos no horizonte do mundo,
ah, você, quem sabe, é o meu amor latente...

sexta-feira, maio 02, 2008

Você faz Comunicação... hum... deve ser comunicativa...

Eu sou do Jornalismo, porém anti-social. O que mais exijem das pessoas dessa área é que elas sejam "comunicativas". E eu com essa minha cara de poucos amigos. Na verdade tenho muitos colegas, conheço bastante gente, entretanto, é comum algumas pessoas dizerem que, num primeiro momento, acharam-me muito arredia, calada, tímida, para depois descobrirem uma moça brincalhona, festeira, palhaça mesmo.

Dizem que sou antipática, metida. Afirmam que tenho aquele ar blasé que se eleva com indiferença diante dos meros mortais. Mas a minha distância é sim uma timidez, um recato perante o desconhecido, um cuidado na aproximação. Antes prefiro sentir o ambiente para saber onde estou pisando.

Além do que eu não sou afeita a puxar papo forçado. Conversas sobre o tempo me irritam. Ser super simpática com quem mal conheço também. Prefiro que os papos surjam assim, sem mais. Como quando você derruba o lápis no chão e vê o nome da escola onde estudou na quinta série, e então pergunta se o dono do lápis também estudou lá, e quando, e se gostava, e comenta que havia um parque muito legal com um balanço, e que um guri maldito te derrubou e te deixou com marcas roxas.

Gosto assim. Entretanto, o tempo e a experiência têm me provado que devo mudar esse meu jeito, essa minha mania de ficar na minha. Às vezes as pessoas querem que você tome alguma atitude no sentido de procurar conhecê-las. De certa forma, elas querem se sentir importantes e saber que você tem algum interesse nelas. Senão pensam que são chatas, que você não quer amizade com elas, ou ainda que você não as considera dignas de sua atenção.

segunda-feira, abril 21, 2008

Tenho imensa dificuldade de me conhecer o suficiente pra saber quando devo interromper o curso das coisas... Isso me faz partir antes da hora para me questionar depois sobre o que não vivi, ou então fazer as malas e bater a porta com força.
Às vezes é divertido se meter numa coisa impossível. Aliás, mais do que impossível, algo que não faz o menor sentido. A gente se livra do peso entediante do real e parte para o mundo da fantasia.

Nada de muito emocionante, nada de novo no front, vivendo uma aventura pra me distrair...

terça-feira, abril 08, 2008

Eu, como boa amante dos domingos aconchegantes, inspiradores e sonolentos, não pude deixar de adorar este poema do Drummond!! Ah, que triste, mas hoje ainda é quarta-feita!!!

Poema que aconteceu

Nenhum desejo neste domingo
nenhum problema nesta vida
o mundo parou de repente
os homens ficaram calados
domingo sem fim nem começo.

A mão que escreve este poema
não sabe o que está escrevendo
mas é possível que se soubesse
nem ligasse.


Eu não perdôo as aspas

É incrível como um mero sinal de pontuação pode ser utilizado como instrumento da falta de caráter e do uso indiscriminado das palavras. Condeno veementemente as malditas aspas. Esse aparente inócuo sinal de pontuação pode sim ser visto em alguns dos meus escritos, mas sua profunda iniquidade me chama atenção nos diversos textos que leio por aí.

As aspas encerram os laços de significação. Elas são por si só cínicas. Existe em meus dizeres um recorrente cinismo quando as escrevo... O que me chateia, em verdade, é a utilização delas como se representassem alguma verdade. Aspas são para apontar a reprodução de um pronunciamento, ou não dizem nada, ou são impregnadas de ironia, no meu ponto de vista. Não obstante, não são raros os casos em que alguns usam as sarcásticas aspas como forma de revestir de sobriedade qualquer argumento ou vocábulo enfático, ou mesmo cruel. Dessa forma, as aspas transmutam em polidez e racionalidade o que é deveras irracional e de mal gosto.

Explico: o cara vem e defende um conjunto de idéias estapafúrdias, e entre elas podemos ver as benditas aspas. É como dizer, "esses adolescentes nos semáforos são todos 'criminosos'". O emprego das aspas aí serve só para o autor da frase não se passar por reacionário, e então ele usa aspas em volta da palavra criminoso com o objetivo de ressarcir o peso que ela de fato tem. Destarte, pretende cristalizar sobre si a imagem do homem com consciência social, que não quis chamar o guri de criminoso. O menino, nas palavras dele, não deixou de sê-lo, só que agora é um criminoso entre aspas. Assim como em muitos escritos constam gays , mulheres, negros, pobres, todos entre aspas.

Lembro que o professor disse que o termo minoria merece aspas, por se tratar de um termo nativo, ou seja, que pertence à fala do cotidiano e não é um conceito sociológico propriamente dito. Estava certo o professor ao desconsiderar esse termo tão ridículo que fala sobre o sexo dos anjos. "Minoria" não explica nada sobre nossa sociedade, pois quem são as "minorias"? As mulheres são uma "minoria"? Numa tentativa tola de conceituação, poderíamos deflagrar o seguinte significado: "minorias" são formadas por todos aqueles que são vestidos com aspas. Afinal, esses usuários das aspas estão querendo enganar a quem?

segunda-feira, abril 07, 2008

Quando Olívia deixou de ser mulher

Quando me olhei no espelho e me vi sem os seios, senti que não era mais mulher. No ônibus, o homem absorto no decote da moça lembra-me do desejo que por mim ninguém terá. Não que eu não queira ir à praia ouvir o barulho fluente das ondas, caminhar pela areia macia catando conchas até ver o sol se pôr. Não que não deseje mais os homens que se entretem no jogo de futebol. Não que tenha deixado de adorar um bom copo de cerveja gelada em contraste com o calor do sol e sua luz fustigante, nem tenha perdido o gosto por me distrair a descascar os amendoins um por um. Entretanto, agora tenho vergonha deste meu corpo, não ousaria vestir uma roupa de banho, para desfilar como as moças bonitas que se estendem na areia mais para tomar olhares do que para tomar sol. O meu sutiã guarda um seio falso, devo ficar bem na roupa. Mal sabe o homem que me convidou para sair à noite, que não tenho mais o seio que me fazia mulher. Por isso lhe respondo com um não. Antes a dor de negar a vontade de estar com aquele rapaz, do que a humilhação de vê-lo desapontado a vestir o meu seio, e me entregar as minhas roupas, e chamar o taxi, para então se despedir com um beijo na testa como prova de polidez. Passo horas diante do espelho a chorar pela feminilidade perdida. Nos outdoors, as moças, tão formosas em sua quase nudez, invadem meu olhos repletas de feminilidade na passagem da rua enevoada de carros. Mulher no seu corpo, corpo de mulher, o que mais uma mulher deseja em si e observa nas outras é o corpo. Nunca mais um homem vai querer conhecer o sabor deles, nunca mais terei o prazer do toque no meu peito. Não sou mais mulher, nem sou também um homem, apenas alguém de quem arrancaram uma parte. Sou uma sobrevivente, a morte passou por perto. Que interessa ser uma sobrevivente?

sábado, abril 05, 2008

A posse

Hoje minha cadela ganhou um novo osso. Kika agora leva a vida a patrulhar o bendito, e rosnou quando passei por ela como se eu fosse por acaso levá-lo comigo. Kika acha que o mundo inteiro deseja o osso e conspira para tê-lo. Acredita que a qualquer hora ela o perderá, e que qualquer movimento meu seja para capturá-lo. Mesmo que eu só o tenha notado após perceber a sua raiva quando me viu passar por perto. Agora os dias dela giram em torno do seu querido osso: se ela está distante e ouve os passos de alguém se dirigindo para onde ele está, ela logo corre e o segura forte por entre os dentes para salvaguardá-lo. Até eu jogar um pequeno pedaço de pão na varanda, e ela seguir depressa, esquecendo-se de o osso consigo levar.

domingo, março 30, 2008

Eu quero uma música com meu nome. Há tantas músicas por aí com nome de mulher, como Luciana, Clarisse, Ligia, Gabriela, Bárbara, Maria, etc etc.

Veja esta música do Tom Jobim, eu quero uma música dessa pra mim!!!!!!!!!!!!!
Alguém tem que compor Tatiana ou então eu mudo meu nome pra Luiza!!!!


Rua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração

Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
Luiza
Luiza
Acredito que as pessoas têm uma tendência a permanecer no mesmo lugar. É a tal da inércia. A voltar para os mesmos amores, aos mesmos lugares, às mesmas idéias... só que, ao mesmo tempo, elas querem a novidade, as emoções desconhecidas e o terreno perigoso. Entretanto, esse desejo parece sucumbir ao que as mantém no que transmite segurança, estabilidade, no que não é surpreendente nem irá conduzir a situações ameaçadoras, posto que inexploradas. Então pode tantas vezes trair amores, lugares, idéias, tradições: porque traiu antes a si mesmo.
Hoje me lembrei da frase de minha amiga Débora...

"Tati, você se faz de durona, mas é como uma 'cachorrinha' saltando por entre as pernas".

terça-feira, março 25, 2008

Pimenta mexicana - ou Uma pequena obsessão

Era um dia chuvoso e eu saía do trabalho no fim da tarde, em um expediente incomum, pois meu horário é pela manhã, quando me dirijo à loja de conveniência situada no posto vizinho à Aperipê para comprar qualquer coisa que pudesse embrulhar a minha fome. Então eu vou pra lá, venho pra cá, olho os sorvetes, huuuum, não, não, eu quero algo salgado, huuuuumm, ah! Vou comprar uma torcida... huuuum, vamos ver lá lá lá, sabor cebola não, bacon não, ah! pimenta mexicana! É claro que levei o de pimenta mexicana! Quer coisa melhor do que o sabor quente da pimenta misturado à sensualidade latino-americana? Não né!

Sou uma mulher dos trópicos, uma anti-dama à beira de um ataque de nervos à la Almodóvar. Então merecia aquele salgadinho, que não era espanhol, mas tinha un sabor muy bueno si! O torcida de pimenta mexicana começava só um pouquinho apimentado para, ao fim, queimar a boca e me fazer lamber os dedos em pleno ponto esperando o ônibus que não chegava nunca.

Depois desse dia, encasquetei com o tal do salgadinho de pimenta mexicana. Às vezes a imagem de sua embalagem verdinha me vem à mente. A coisa chegou a um ponto que tá foda. Nesta semana, acho que na sexta, eu sentei ao lado de uma mãe que tinha um guri vestindo sunguinha e ensebado de areia da praia em seu colo, quando juro que senti um cheiro do torcida de pimenta mexicana vindo dele. Fiquei inspirando com força pra me certificar. Perguntei-me se o guri não teria acabado de comer o tal salgadinho, mas conclui que estava ruim dos miolos mesmo.

Acabei de chegar em casa e agora há pouco tive outra alucinação quando estava vindo pra cá. Ao passar por um posto que nem tinha loja de conveniência senti novamente o cheiro do torcida de pimenta mexicana, e quando estava bem em frente a uma loja de havaianas!!!!! Mas diabos, o que está acontecendo comigo? Será que vou sonhar com o diacho do salgadinho? Algum terapeuta poderia me ajudar? Algum publicitário da Torcida quer me pagar pra eu fazer um comercial?

domingo, março 23, 2008

A chuva me faz imaginar que a casa é o lugar mais aconchegante do mundo.
Ultimamente tenho percebido o quanto a busca pela profundidade foi um obstáculo para mim no sentido de constituir uma opacidade que me impedia de ver o que é evidente. Análises demais sobre o que foi dito, ou o dito pelo não-dito; a investigação dos fatos, ou a busca do que poderia ser e nunca existiu. Tudo isso afastou-me sempre de perceber os sinais mais claros, as palavras que cristalizavam tantas coisas... Mas fui atrás do significado contrário, tentei por vezes acreditar que a palavra era um mero disfarce. Investi forças na busca pelo sentido de certos fatos, como se eles também não fossem evidentes. Hoje percebo que o que foi não poderia ter sido de outra maneira, e o que foi dito poderia ser considerado também o que foi pensado.

O jornalista - esse dono da verdade e deus da opinião pública

Um determinado jornalista daqui do meu estado é o manda chuva de um jornal que, caso você torcer, sai sangue. Diante da revolta de um repórter que havia escrito uma matéria nos trinques, mas que logo depois teve seu árduo trabalho convertido pelo editor num monte de asneiras sensacionalistas, o nosso ganancioso jornalista emitiu a seguinte frase:

- Vai vender como água!

E vendeu mesmo. Daí que a gente se pergunta se o "povo" (quem é o povo?) quer isso mesmo. Se quer, toma, não é assim? Entretanto, sei que o grotesco desperta uma curiosidade cruel no ser humano, mas é preciso ter cuidado ao achar que a "opinião pública" (quem é a opinião pública?) é estúpida.

Jornalista tem mania de achar que sabe o que o "povo" quer. Eles chamam isso de "interesse público". Algumas vezes o tal do "interesse público" é, em verdade, o que um determinado grupo político quer. Ou o que a vontade de ficar rico do dono do jornal deseja.

Não bastasse a arrogância de dizer que o "povo" precisa disso, ou o que a "opinião pública" pensa daquilo, eles ainda se auto-intitulam formadores de opinião. Ainda estão no tempo da teoria hipodérmica e acham que há uma equação muito fácil na relação mídia e cidadãos: o que passa na TV, no rádio ou no jornal é aceito pelo "povo" como verdade. Mas jornalista não é formador de opinião coisa nenhuma: ele, no máximo, pode contribuir para o espectador ou leitor pensar de determinada forma sobre um certo assunto. Se jornalista fosse formador de opinião, ninguém teria opinião: só eles.

Esse profissional, o jornalista, também acha que é o dono da verdade. Diz isso para obter credibilidade junto ao seu público, pra vender muito jornal, como quem oferece uma mangaba boa na feira. A notícia boa, fresquinha, pra ser comprada nas bancas, é a notícia verdadeira. Sei que é complicado dizer que qualquer jornalista pode dizer qualquer coisa por não ter compromisso com a objetividade. Entretanto, acho que o grande problema da mídia não é ser objetiva ou não, mas sim a concentração dos meios de comunicação nas mãos de políticos e magnatas da imprensa. A grande questão que precisa ser resolvida, pra mim, não é a eterna discussão sobre a objetividade, mas a democratização da mídia. Acho que mais vale um amplo debate com múltiplos discursos nos meios de comunicação promovido por diversos segmentos da sociedade, do que a preocupação sobre se a Globo está dizendo a verdade ou não.

No mais, eu tenho a infelicidade de ser um projeto de jornalista. E já me peguei falando em "interesse público" e em imparcialidade. Agora espero, francamente, sempre problematizar essas questões, e não virar "formadora de opinião" que acha que sabe tudo sobre o mundo e a "opinião pública".

- O que as pessoas vão pensar?

- O que eu quiser que elas pensem - respondeu o empresário da comunidação Charles Foster Kane em Cidadão Kane (1941), de Orson Welles.
Acho uma coisa deveras interessante: grande parte das pessoas se manifesta contra a fabricação de casacos de pele por considerar crueldade arrancar peles de animais ainda agonizantes. Outros ficam com pena dos golfinhos nas mãos de um carniceiro. Há também quem não esteja nem aí pra nada, afinal, animais irracionais não têm alma, então os seres humanos podem dominá-los e explorá-los de todas as formas. Mas o que me instiga, em particular, são as pessoas que querem o fim das touradas, mas acham normal o abate e comem no Mc Donald's.

quarta-feira, março 19, 2008

Com o advento das páginas pessoais e sites de relacionamentos, criou-se uma rede de solidariedade entre as pessoas. Gente, eu nunca vi tanto amor como há nessa internet. É amor demais nos recados de fotolog e nos scraps do orkut. Basta uma menina botar uma foto dela na festa do cachorro da prima da tia do cunhado pra aparecerem não sei quantos comentários "saudadeeeeeeee", "te amooooo", "você está lindaaaa!", e etc. Já vi até duas moçoilas que viviam falando mal uma da outra trocando apelidinhos carinhosos em fotolog. No orkut, então, as pessoas têm o coação enorme. Se todo mundo falasse eu te amo ao vivo a quantidade de vezes que fala em scraps, ninguém ia dar bom dia, só "eu te amo". Só eu que não tenho esse amor todo dentro de mim? Haja saco!
A música é, entre todas as artes, a que mais influencia os costumes das pessoas. Vivemos em círculos sociais que têm muito a ver com nossas preferências musicais. A depender do tipo de música que nos agrada, podemos ir para tal show, detestar tal lugar, simpatizar com certas pessas, ter preconceito contra outras.

Nosso gosto musical influencia, inclusive, a nossa forma de vestir. Metaleiros, por exemplo, só usam preto. Indies adoram all star e camisas listradas. Reggaeiros amam mochilas com as cores da Jamaica. Pagodeiros acham que são baianos e usam colares dos filhos de Gandhi. E por aí vai.

Com essa divisão toda, fica difícil um pagodeiro namorar uma rockeira. Tudo porque eles não irão se encontrar, já que um estará na Live (a boite das patricinhas daqui) e a outra na ATPN (o antro dos rockeiros sergipanos). Se eles foram sentar pra conversar, provavelmente terão visões de mundo bem distintas e, mesmo que se interessem um pelo outro, vai ser dureza conciliar interesses na hora de escolher opções de lazer.

Agora nunca vi ninguém se reunir em grupinhos que gostam de Monet ou Duchamp, nem usar uma grife que tenha a ver com Godard.