
Talvez eu seja um pouco assim como ele... que vive sozinho numa "ilha", tem sua cabana, seu farol, a maré, a máquina de datilografar, os livros de poesias, as plantas, a solidão das águas que ressoam nas conchas e se esfregam na areia úmida, conversando sozinho, lembrando que já foi guerreiro, mas sabe que, apesar de consagrado certa vez, nunca foi herói de coisa nenhuma... quem sabe eu seja assim como ele, um velho doido falando sozinho, mandando bilhete por pombo correio, ouvindo uma música brega de noite com uma garrafa de cachaça na mão...
Sim, eu adorei o curta-metragem que vi hoje, O velho, o mar e o lago, do pernambucano Camilo Cavalcante.