Isso mesmo, amiguinhos. Nada de Olinda, terra oficial do carnaval de rua e da putaria generalizada, nem Rio de Janeiro, com seus carros alegóricos colossais e mulheres desavergonhadas. Não, nada disso.
A única vez que participei de uma festa de carnaval foi em 2007, quando fui a Neópolis. Cheguei lá toda animada, afinal, finalmente eu ia viver um carnaval de verdade! Doce ilusão...
Logo no primeiro dia, no momento em que eu estava me preparando para sair da casa onde eu e meus colegas ficamos hospedados, o amigo S. alertou-me de que não seria adequado pular no trio Zé Pereira usando óculos. Relutei e argumentei que eu sou ceguíssima, não enxergo bufulhas sem óculos, e não ia andar por aí tropençando nas pessoas em pleno carnaval.
Não demorou muito para que um filadaputa qualquer aleatório da vida jogasse com a maior força do mundo uma melequeira azulada bem na minha cara, e meus óculos foram lançados diretamente para a casa do caralho. Olhei para trás na esperança de pegar os meus óculos, e me deparei com uma multidão avassaladora me empurrando para frente (e possivelmente pisando nos meus queridos óculos).
Você não sabe o que é estar cega no carnaval. E no carnaval de Neópolis, onde jogam tudo que é melequeira na sua cara... ki-suco, café, farinha de trigo, etc etc etc. Eu simplesmente não tinha como me defender. Como era visível pela minha cara de perdida que eu estava vulnerável, então eu era um alvo e tanto. Eu era a pessoa que chegava à casa com mais sujeira no corpo.
Para completar, faltou água na casa. Ou seja, eu ficava toda melada e não havia onde tomar banho. Aí tinha que ir me lavar num chuveiro que ficava nos fundos da casa, que era aberto para o mato. Como se não bastasse, não muito distante do chuveiro havia um chiqueiro, pessoal, isso mesmo, um CHIQUEIRO, éeee, com porquinho e tudo. Nada contra os porquinhos, mas não me agrada a idéia de conviver com um. Mas isso não é tudo. Havia também um maldito moleque em tempos de "descoberta da sexualidade" que ficava o tempo todo querendo me ver tomando banho, e eu tinha que ficar ligada e dar aqueles berros SAI DAÍ, GURI.
Ainda não é tudo. Está certo que eu bebo sim, e estou vivendo, mas o pessoal daquela casa era bizarro. De manhã cedo me acordavam com umas cornetas dos infernos, e já iam me oferecendo uma latinha de Skol. No café da manhã, meu querido colega D. chegou ao cúmulo de colocar cerveja no cuscuz (quem não aguenta, come cuscuz com leite). Outro amiguinho simplesmente vomitava e, logo depois, abria uma latinha. Nessa brincadeira, com falta de água, houve momentos em que não havia uma gota de água sequer e eu tive de matar a sede tomando cerveja. O carnaval, que era para ter durado uma semana, acabou sendo de apenas dois dias, pois no terceiro pedi arrego e fui embora logo depois do almoço.
Esse ano me perguntaram se eu não queria ir para Neópolis. Eu disse O QUÊ, mas nem morta! Vou ficar por aqui mesmo, nerdando em Buracaju City.
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Musicoterapia

É incrível: toda vez que escuto Beatles eu me sinto mais feliz. Uma vez meu professor de inglês pediu para a gente escrever uma redação sobre os 10 mandamentos para uma pessoa se sentir bem no dia-a-dia. Lembro que um dos meus mandamentos era Listen to The Beatles in the morning. O professor achou engraçado. Mas é verdade!
Sei lá, há bandas que a gente escuta uma época e depois deixa pra lá. Beatles não, Beatles é pra sempre!
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
domingo, fevereiro 08, 2009
O que é isso, companheiro?

Um dos maiores problemas do cinema brasileiro é a vontade de ganhar o Oscar. Essa necessidade de obter o aval estrangeiro pode produzir pérolas como O que é isso, companheiro? (1997), do diretor Bruno Barreto. O filme relata o sequestro de um embaixador americano, Charles Elbrick, por um grupo de militantes comunistas em plena ditadura militar no Brasil. Charles termina por ser a figura mais carismática do filme: um democrata bonzinho, apaixonado pela esposa, que não fazia a mínima idéia de que representantes do governo dos Estados Unidos davam aulas de como torturar comunistas. O embaixador, segundo o que ele próprio afirma no filme, queria apenas ter relações diplomáticas com o Brasil.
O filme faz uma defesa de valores de liberdade, com todo aquele discurso choroso sobre democracia e etc, com pretensões de documento histórico, justamente como o júri do Oscar adora. É uma obra que exibe também a linguagem clássica de Hollywood - fica bem na fita ver como os brasileiros aprenderam a fazer filme do jeito deles, tanto é que o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Muito diferente da ousadia estética buscada pelo Cinema Novo, que teve como manifesto a Estética da Fome, lançada pelo cineasta Glauber Rocha. Se Bruno Barreto traz sua linguagem limpinha, exemplar do modelo do Cinema da Retomada, e representa os comunistas como malucos que se metiam num mundo violento, Glauber fazia um elogio à violência como manifestação libertadora dos oprimidos. Deus e o diabo na terra do sol é um marco no elogio à violência como revolta dos subordinados.
Bruno Barreto vai de encontro à essa violência, o que não consistiria um problema caso sua crítica não fosse tão rasa quanto um pires, e sua visão da realidade social um verdadeiro conto da carochinha. Logo no começo da obra, vemos o trabalho da direção de arte elaborar uma tiração de sarro com a tradição cinemanovista: no quarto dos jovens, que mais tarde irão se empenhar na luta pela revolução, encontra-se pendurado um pôster do filme Deus e o diabo na terra do sol, como também do mártir Che Guevara.
Ora, em que consiste a sacanagem do Bruno Barreto com os comunistas e também com uma tradição do cinema brasileiro? É que, por mais que o diretor tenha a pretensão de apresentar um filme não-ideológico, a visão de mundo impregnada na obra em questão coincide surpreendentemente com a de um dos personagens do filme. Quem? O torturador Henrique. É Henrique quem afirma que a grande maioria dos jovens comunistas era formada por meninos sonhadores e ingênuos manipulados por líderes iníquos que queriam tomar o poder.
Não é por acaso que os jovens comunistas são representados exatamente assim na obra - como meninos que vivem no mundo da lua, colocando o comunismo e o Cinema Novo, presentes em pôsteres no quarto dos comunistas, também como projetos nefelibatas. E também não é por acaso que o único personagem de fato autoritário e perverso da obra é o líder comunista Jonas, tratado como um manipulador pelo filme.
Só que Bruno Barreto tenta aparecer bem na fita com um pretenso filme politicamente correto e isento de ideologias políticas, todavia, no fim das contas, terminou representando a realidade de acordo com um personagem torturador. A tortura não doeu tanto assim para os comunistas, segundo Bruno Barreto. Tanto é que, numa das cenas do filme, torturadores falam sobre um sargento que se casou com uma vítima que sentia gozo pela tortura. Sem dúvida deve ter sido extremamente prazeroso para muitas mulheres serem estupradas e receberem choques elétricos na vagina nos porões da ditadura.
Numa versão tola da idéia de Rousseau, segundo a qual "o homem é bom, mas o meio o corrompe", os indivíduos aparecem no filme todos como seres humanos bons, exceto o líder comunista Jonas. Os personagens são arrastados até a violência por uma força maior que eles. O filme estabelece laços afetivos entre os comunistas e seu refém, o embaixador, o que poderia constituir uma maneira complexa de tratar a realidade, sem o típico maniqueísmo vítima e algoz, porém termina retirando a discussão política em prol de uma parábola sobre homens levados à violência por forças estranhas. A luta contra as injustiças sociais ou a defesa do fascismo não se relaciona diretamente com as motivações dos personagens, pois os problemas sociais permanecem fora da diegese, Henrique pratica a tortura apenas porque é seu trabalho, e o embaixador sequer sabe sobre a relação dos EUA com a tortura no Brasil.
Os personagens pertencem a outro mundo, pois enquanto eles ficam metidos com discussões sobre a coletividade, as pessoas comuns tentam levar suas próprias vidas. A partir do momento em que os jovens comunistas escolhem a guerrilha, eles perdem suas identidades (são chamados por nomes falsos), e afastam-se da família e dos amigos. O filme os mostra como se estivessem cegos. Na cena em que eles vestem máscaras para esconderem seus rostos do olhar do refém, o embaixador, o plano destaca a imagem de uma tesoura cortando o pano para fazer buracos na região do capuz que ficaria sobre os olhos, numa referência clara à "cegueira" dos personagens comunistas.
Eles estão cegos desde a cena em que o amigo de César e Fernando, que decidiu levar sua própria vida fazendo teatro, sai de quadro e, num jogo de campo e contracampo, segue um outro mundo e um outro caminho, separando-se dos seus colegas. O filme poderia apontar uma crítica, já que em outro momento Fernando e o amigo ator se reencontram, e Fernando afirma que é melhor estar envolvido com suas lutas do que vivendo no faz de conta de uma peça de teatro.
Só que segundo O que é isso, companheiro? parecia haver dois Brasis nos tempos de chumbo: um das primeiras imagens que aparecem no filme, com fotografias documentais da praia de Copacabana ao som de Garota de Ipanema, como também o Brasil que surge ao final, com Maracanã lotado de torcedores eufóricos num jogo de futebol, e outro Brasil país dos militantes e torturadores se digladiando entre si, como se não houvesse em nenhum lugar um Brasil que passasse fome.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Sobre cinema e passado

Assisti hoje ao filme O sexto sentido (1999), do qual eu não havia gostado na época de seu lançamento nos cinemas, apesar de todo o estardalhaço que fizeram em torno do filme, mas que hoje descobri uma belíssima obra do M. Night Shyamalan. O que mais me chamou a atenção no filme dessa vez, no entanto, não foi o final surpreendente, e sim a sua temática e a maneira como elabora uma reflexão sobre o próprio cinema.
O psicólogo Malcom Crowe, que quer ajudar Cole, um garoto atormentado por visões de pessoas mortas, mesmo "problema" de outro paciente, Vincent, que chegou a adentrar na sua casa e lhe dar um tiro acusando-o de não tê-lo ajudado, só passa a acreditar no sexto sentido de Cole após ouvir uma fita com gravações de consultas com Vincent, quando este ainda era criança, e que continha a estranha voz de um homem que gritava em espanhol que não queria morrer. É através de um suporte tecnológico que Malcom obtém a confirmação da realidade das visões de Cole. Em outro momento, Cole mostra ao pai de uma menina, Kyra, que havia falecido, durante o velório dela, uma fita que ela havia lhe entregado para que ele desse ao pai dela. Tratava-se de uma gravação que a menina havia feito de uma brincadeira sua de teatro de bonecos, em que coincidentemente a mulher que tomava conta dela aparecia para lhe dar comida e o video mostrava-a contaminando a refeição da garota.
Essa fita de uma mensagem póstuma nos serve como uma reflexão sobre o próprio cinema. Ora, quem além de nós, espectadores, não vê em Cole apenas um garoto alucinado? Nós vemos o que ele vê, e o processo de identificação é construído de tal maneira que compartilhamos até do seu medo diante do sobrenatural, presenciamos as assustadoras aparições de fantasmas no seu quarto à noite, e encaramos os personagens que ignoram o seu dilema como cegos, ignorantes, negligentes até. Nós somos testemunhas oculares da realidade que Cole vicencia. Entretanto, no final o filme nos mostra que o cinema também pode nos pregar peças - que toda realidade é uma perspectiva, e que um ponto de vista pode ser enganador.
Outro ponto forte do filme, em minha opinião, é a maneira como ele fala sobre a relação do ser humano com o passado, o desejo de acertar as contas, seja pela culpa por uma falha cometida, ou seja pelo desejo de vingança. De uma forma ou de outra, todos somos como os mortos que perambulam pelas ruas diante dos olhos de Cole - temos esse impulso que nos conduz de volta ao passado, tornando o presente tão incerto, e, diante do mundo que insiste na mudança, vemos apenas aquilo que queremos ver, como Cole falou sobre os fantasmas (they see only what they want to see). A obra pode falar também sobre como as pessoas fazem projeções do passado em outras pessoas - a exemplo de um pai que quer que o seu filho seja o que ele não conseguiu ser, ou de alguém que quer ajudar uma pessoa da maneira como não ajudou outra. O filme também traz uma interessante visão a respeito da figura do psicólogo, aquele incubido de compreender profundamente a alma humana e desvendar o motivo de suas mais complexas angústias. Nesse filme, nós descobrimos que ele não é tão são e nem está tão distante assim das outras pessoas angustiadas que visitam o quarto de Cole à noite. Há uma inversão de papéis, e um menino tido como problemático termina por ficar num impasse entre os lugares de "paciente" e de "terapeuta", assim como o próprio psicólogo.
domingo, fevereiro 01, 2009
A religião do século XXI
Em mesa plena mesa de bar, o pessoal conversava sobre ateísmo. Um colega ateu, que tem uma capacidade olímpica para desenvolver teorias cretinas e piadas bestas, falou-nos sobre a fabulosa Religião dos Adoradores do Unicórnio Rosa Invisível. Isso mesmo, amiguinhos.
Tal religião consiste numa mescla de ciência e fé. Ora, por quê? Digamos que seus seguidores acreditam por meio da fé que trata-se de um unicórnio rosa, e, de acordo com a ciência, que ele é invisível, já que ninguém pode vê-lo.
E quem quiser que diga que essa religião é mentirosa!
Tal religião consiste numa mescla de ciência e fé. Ora, por quê? Digamos que seus seguidores acreditam por meio da fé que trata-se de um unicórnio rosa, e, de acordo com a ciência, que ele é invisível, já que ninguém pode vê-lo.
E quem quiser que diga que essa religião é mentirosa!
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Mulher gosta de apanhar
Um amigo meu comentou um dia desse que mulher gosta mais é de se foder. Segundo ele, o cara nunca deve tratá-la tão bem assim, nem ser tão atencioso. Eu digo: quem muito malandro se acha, acaba corno!!!
É o seguinte, amiguinhos. Está certo que uma boa parte das mulheres não suporta homens grudentos, que ficam declamando poesias eternamente, ligando de madrugada, etc etc, mas pra tudo tem limite. Insegurança é algo muito importante em qualquer relacionamento, afinal, o medo de perder é o que sustenta o amor, no fim das contas. Mas se o cara pega pesado e simplesmente some, não dá carinho e atenção, como toda mulher precisa, além de outras cositas más, aí ele se ferra. Sem erro.
Tá aí uma coisa que já vi acontecer muito - homem tomar ponta por não comparecer. Mulher carente é um perigo, mon cher. Se ela tá lá sozinha e aparece um cara minimamente pegável, e o namorado querido dela não liga há três dias e não a come há um mês, ela não só agarra o indivíduo como ainda no dia seguinte olha pra cara do namorado rindo internamente. Agora, se o namorado é bonzinho, a história é outra. A não ser nos casos em que a mulher não presta mesmo, ela vai pensar que o namorado é um doce, bom de cama, atencioso e não merece aquilo.
Por isso que digo. É preciso ter cuidado ao ser grudento, e mais cuidado ainda ao ser um imbecil. Não tem corno mais ridículo do que o corno "esperto".
É o seguinte, amiguinhos. Está certo que uma boa parte das mulheres não suporta homens grudentos, que ficam declamando poesias eternamente, ligando de madrugada, etc etc, mas pra tudo tem limite. Insegurança é algo muito importante em qualquer relacionamento, afinal, o medo de perder é o que sustenta o amor, no fim das contas. Mas se o cara pega pesado e simplesmente some, não dá carinho e atenção, como toda mulher precisa, além de outras cositas más, aí ele se ferra. Sem erro.
Tá aí uma coisa que já vi acontecer muito - homem tomar ponta por não comparecer. Mulher carente é um perigo, mon cher. Se ela tá lá sozinha e aparece um cara minimamente pegável, e o namorado querido dela não liga há três dias e não a come há um mês, ela não só agarra o indivíduo como ainda no dia seguinte olha pra cara do namorado rindo internamente. Agora, se o namorado é bonzinho, a história é outra. A não ser nos casos em que a mulher não presta mesmo, ela vai pensar que o namorado é um doce, bom de cama, atencioso e não merece aquilo.
Por isso que digo. É preciso ter cuidado ao ser grudento, e mais cuidado ainda ao ser um imbecil. Não tem corno mais ridículo do que o corno "esperto".
terça-feira, janeiro 27, 2009
Cinema, coisa de outro mundo
Desde a exibição pública de A chegada do trem à estação, dos irmãos Lumière, no Grand Café de Paris, o cinema foi visto como coisa do outro mundo. Dizem que os espectadores se assustaram diante da imagem do trem vindo em sua direção, imaginando que a qualquer momento ele ia atravessar a tela e invadir a sala. Ao mesmo tempo em que o cinema parece advir de uma espécie de universo paralelo, ele adentra nossas vidas assim como o trem do filme dos Lumière.
O cinema é coisa de outro mundo principalmente se estivermos falando de Terceiro Mundo, Brasil, menor estado do país. Aqui não temos o direito de fazer cinema. Filmes são para serem feitos em grandes estúdios, com máquinas de propaganda monstruosas, e para serem exibidos no lugar favorito das classes mais abastadas - o shopping.
Arte cara feita para quem pode pagar por ela. Se um filme não passa de uma ilusão elaborada diante de nossos olhos e projetada numa tela, ele se torna ainda mais distante se lembrarmos que as pessoas comuns podem compor música, escrever poesias, mas de maneira alguma realizar filmes. Os que fazem música e poesia podem morrer anônimos, mas pelo menos a eles foi reservado o direito de produzir sua arte. E o filme do realizador, que vive apenas na sua cabeça, é um filme?
Os filmes são feitos por deuses, não pelas pessoas comuns. Na tela, os deuses do star system reinam absolutos. São rostos de uma beleza acima dos mortais, e com semblantes onipresentes, vidas estampadas em capas de revista, seres humanos que se transmutaram em pura imagem - ícones que se desvencilharam de sua própria materialidade.
Esse cinema que é feito por estrelas, ele nos aparece como vindo de um universo paralelo também porque em grande parte ele é falado em outra língua. Ele tem a cara de outro lugar. E é inconcebível ele ser filmado com gente da gente, na rua da esquina e na nossa língua.
Dizem até que se uma obra audiovisual só em cinema se filmada em película. Um filme só é um filme se utiliza filme. O que é gravado em video não tem o direito de ser cinema, de ser chamado de filme. O cinema é confundido com rolos de filme.
Se já nos tempos do neo-realismo italiano, com o avanço técnico de equipamentos mais leves e menos caros, ousaram falar em sair dos estúdios e em realizar um cinema possível, o cinema ainda hoje não deixou de ser impossível. Mesmo com o video de celular, o cinema de verdade é aquele que tem Julia Roberts e passa no shopping. Quem sabe lá se um dia isso vai mudar.
O cinema é coisa de outro mundo principalmente se estivermos falando de Terceiro Mundo, Brasil, menor estado do país. Aqui não temos o direito de fazer cinema. Filmes são para serem feitos em grandes estúdios, com máquinas de propaganda monstruosas, e para serem exibidos no lugar favorito das classes mais abastadas - o shopping.
Arte cara feita para quem pode pagar por ela. Se um filme não passa de uma ilusão elaborada diante de nossos olhos e projetada numa tela, ele se torna ainda mais distante se lembrarmos que as pessoas comuns podem compor música, escrever poesias, mas de maneira alguma realizar filmes. Os que fazem música e poesia podem morrer anônimos, mas pelo menos a eles foi reservado o direito de produzir sua arte. E o filme do realizador, que vive apenas na sua cabeça, é um filme?
Os filmes são feitos por deuses, não pelas pessoas comuns. Na tela, os deuses do star system reinam absolutos. São rostos de uma beleza acima dos mortais, e com semblantes onipresentes, vidas estampadas em capas de revista, seres humanos que se transmutaram em pura imagem - ícones que se desvencilharam de sua própria materialidade.
Esse cinema que é feito por estrelas, ele nos aparece como vindo de um universo paralelo também porque em grande parte ele é falado em outra língua. Ele tem a cara de outro lugar. E é inconcebível ele ser filmado com gente da gente, na rua da esquina e na nossa língua.
Dizem até que se uma obra audiovisual só em cinema se filmada em película. Um filme só é um filme se utiliza filme. O que é gravado em video não tem o direito de ser cinema, de ser chamado de filme. O cinema é confundido com rolos de filme.
Se já nos tempos do neo-realismo italiano, com o avanço técnico de equipamentos mais leves e menos caros, ousaram falar em sair dos estúdios e em realizar um cinema possível, o cinema ainda hoje não deixou de ser impossível. Mesmo com o video de celular, o cinema de verdade é aquele que tem Julia Roberts e passa no shopping. Quem sabe lá se um dia isso vai mudar.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Odeio cinema
Quando eu digo que gosto muito de cinema, logo muita gente conclui que adoro ir ao cinema. Pode parecer meio óbvia essa dedução lógica, mas não é. Nesse sábado fui assistir a Repulsa ao sexo, do Polanski, à meia-noite em pleno Pré-Caju, e lembrei-me exatamente do porquê de eu quase nunca ir ao cinema.
Primeiro: o valor do ingresso.
Segundo: a qualidade dos filmes exibidos nas salas de cinema multiplex. Os mesmos blockbusters de sempre. Muito raro ver um filme como Repulsa ao sexo sendo exibido num multiplex.
E terceiro, e o mais importante, em se tratando de cinema eu sou COMPLETAMENTE anti-social. Pra mim cinema é pra estar com os olhos e os ouvidos totalmente dedicados ao filme. Em salas de cinema muitas pessoas parecem não entender isso.
Durante a exibição de Repulsa ao sexo não faltaram engraçadinhos com comentários brilhantes a exemplo de "essa é daquelas que gostam de apanhar" e "ela curte ser esTRUpada", falando da personagem principal do filme. Havia um cara que não cansava de mostrar todo a sua FLUÊNCIA da língua inglesa, e insistia em dizer "olha, ela disse I can't, I can't... agora ela falou I'm afraid, ela tá com medo de alguma coisa". E eu que achava ruim a tradução simultânea de Joe Feitosa e daqueles tradutores do Oscar tentando acompanhar as piadinhas sem graça dos famosos "estonteantes"(cerimônia chatíssima per si).
Agora me diga: se eu posso baixar filmes maravilhosos da internet e vê-los no mais completo silêncio, pra quê diabos eu vou assistir a Xuxa não sei o quê lá no cinema e ainda aguentar "críticos" na projeção do filme?
Primeiro: o valor do ingresso.
Segundo: a qualidade dos filmes exibidos nas salas de cinema multiplex. Os mesmos blockbusters de sempre. Muito raro ver um filme como Repulsa ao sexo sendo exibido num multiplex.
E terceiro, e o mais importante, em se tratando de cinema eu sou COMPLETAMENTE anti-social. Pra mim cinema é pra estar com os olhos e os ouvidos totalmente dedicados ao filme. Em salas de cinema muitas pessoas parecem não entender isso.
Durante a exibição de Repulsa ao sexo não faltaram engraçadinhos com comentários brilhantes a exemplo de "essa é daquelas que gostam de apanhar" e "ela curte ser esTRUpada", falando da personagem principal do filme. Havia um cara que não cansava de mostrar todo a sua FLUÊNCIA da língua inglesa, e insistia em dizer "olha, ela disse I can't, I can't... agora ela falou I'm afraid, ela tá com medo de alguma coisa". E eu que achava ruim a tradução simultânea de Joe Feitosa e daqueles tradutores do Oscar tentando acompanhar as piadinhas sem graça dos famosos "estonteantes"(cerimônia chatíssima per si).
Agora me diga: se eu posso baixar filmes maravilhosos da internet e vê-los no mais completo silêncio, pra quê diabos eu vou assistir a Xuxa não sei o quê lá no cinema e ainda aguentar "críticos" na projeção do filme?
Black and beck
Estávamos conversando sobre maconha e etc, quando o irmão de um amigo meu disse que não quer andar com pessoas que fumam maconha.
- Preconceituoso! - disse uma amiga que adora puxar um beck.
Não era bem isso. Nosso colega contou que, quando estava voltando de uma farra, deparou-se com três bacolejos. Em todos eles, os policiais revistaram apenas ele, que é negro. Sorte do seu amigo branquinho, que estava com dois baseados na cueca.
E há quem diga que não há racismo no Brasil...
- Preconceituoso! - disse uma amiga que adora puxar um beck.
Não era bem isso. Nosso colega contou que, quando estava voltando de uma farra, deparou-se com três bacolejos. Em todos eles, os policiais revistaram apenas ele, que é negro. Sorte do seu amigo branquinho, que estava com dois baseados na cueca.
E há quem diga que não há racismo no Brasil...
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Tristeza não tem fim, MSN sim
Eu tenho medo de pessoas felizes no msn. Juro. Aquele povo que tipo "luau do nana foi ótimoooo", "fim de semana maravilhoso com amigos dez", etc etc. Eu nunca vi gente de "feliz de verdade" sentindo a necessidade constante de provar pra todo mundo que está muito bem, obrigado (a). Há personas por aí que tomam pé na bunda, ficam acabadas, e colocam no msn, na maior cara de pau do universo, frases a la "sou praieiro, sou guerreiro, tô solteiro, quero mais o quê". Há também os cheios de dizeres místicos que querem compartilhar uma sabedoria de Dalai Lama com todos. Pra mim não passam de farsantes querendo aparecer pra todo mundo ou enviar um recado pra alguém em especial.
Quem diabos é Jun?
Há não muito tempo um tal de Jun está deixando comentários em posts daqui do blog. Pelo que fala, ele parece acompanhar não só o meu, como o blog de uma amiga minha há um certo tempo. Agora tanto eu quanto ela estamos numa "investigação" para desvendar quem diabos é Jun. Há alguns suspeitos, mas dois deles são descartados porque Jun citou uma letra de Smiths (e esses suspeitos não gostam da banda). Agora resta só um que poderia gostar de Adorno e Smiths.
Será que Jun é uma pessoa que conhece a gente de vista? Ou quem sabe ele nem sequer mora em Buracaju? Ele nos odeia? É um espião da CIA? E outra: com esse nick, pode até ser uma mulher.
Mistério...
Será que Jun é uma pessoa que conhece a gente de vista? Ou quem sabe ele nem sequer mora em Buracaju? Ele nos odeia? É um espião da CIA? E outra: com esse nick, pode até ser uma mulher.
Mistério...
terça-feira, janeiro 20, 2009
Pré-Caju
Vem aí a MAIOR prévia carnavalesca EVER, minha gente! Já comprei meu abadá, e vou beijar um, beijar dois, beijar três, e beijar mais uma vez!
No way!
Moro em Buracaju, mas nunca fui nem pretendo ir ao Pré-Caju. Não sei quantas pessoas nessa cidade nunca chegaram a se esbaldar na avenida. Mas devem ser poucas.
Mas ora ora, por quê? É simples. Eu não sinto a MENOR vontade de agarrar um monte de filhinhos de papai que adoram deixar o som do carro a todo volume em posto de gasolina. E se eu tivesse um pênis, ele brocharia ao ver um abadá.
Fora que a música é péssima, e a pessoa tem que estar MUITO travada pra achar o máximo axé da Bahia. Ou seja, ir a uma festa pra beber pra esquecer que está numa festa. Não, obrigada.
Boa sorte pra quem curte essa desgraça!
No way!
Moro em Buracaju, mas nunca fui nem pretendo ir ao Pré-Caju. Não sei quantas pessoas nessa cidade nunca chegaram a se esbaldar na avenida. Mas devem ser poucas.
Mas ora ora, por quê? É simples. Eu não sinto a MENOR vontade de agarrar um monte de filhinhos de papai que adoram deixar o som do carro a todo volume em posto de gasolina. E se eu tivesse um pênis, ele brocharia ao ver um abadá.
Fora que a música é péssima, e a pessoa tem que estar MUITO travada pra achar o máximo axé da Bahia. Ou seja, ir a uma festa pra beber pra esquecer que está numa festa. Não, obrigada.
Boa sorte pra quem curte essa desgraça!
Um dia desses um colega comentou que eu me exponho demais no blog. Eu digo que engano todo mundo. Os poucos leitores que tenho (na verdade não sei quantos) ficam achando que estão total por dentro da minha vida, quando isso aqui não passa de ficção que brinca com a realidade. Eu minto na internet, e não é pouco.
Um amigo me perguntou se eu estava apaixonada há um tempo atrás, só porque eu estava escrevendo uns textos meio melosos. Apaixonada? I said no, no, no. Tudo farsa. É que às vezes sinto falta do meu lado sentimental, e só.
Em outra ocasião, certa pessoa achou que um texto meu do blog era uma mensagem pra ela. Nada a ver. Era sobre algo que aconteceu há anos atrás. E havia no meio mentira, muita mentira.
Ou alguém acha que eu ia relatar minha vida todinha assim num blog?
Pobres daqueles que levam a internet a sério.
Um amigo me perguntou se eu estava apaixonada há um tempo atrás, só porque eu estava escrevendo uns textos meio melosos. Apaixonada? I said no, no, no. Tudo farsa. É que às vezes sinto falta do meu lado sentimental, e só.
Em outra ocasião, certa pessoa achou que um texto meu do blog era uma mensagem pra ela. Nada a ver. Era sobre algo que aconteceu há anos atrás. E havia no meio mentira, muita mentira.
Ou alguém acha que eu ia relatar minha vida todinha assim num blog?
Pobres daqueles que levam a internet a sério.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Quedinhas eternas...
Não sei se você entende do que eu estou falando, mas as quedinhas eternas tratam-se daquelas pessoas com quem você namorou ou ficou que, por mais que o tempo passe e a distância persista, é só reencontrar aquele antigo caso pra bater a vontade. Essas quedinhas são motivos de ciúmes insanos de atuais... Afinal, fica muito na cara que você sente desejo pelo ex-affair. E não dá outra: basta um namoro acabar, e o destino trabalhar a favor de os dois se reencontrarem pela vida, que eles terminam ficando uma vez ou outra.
Coisa mal resolvida ou apenas vontade de relembrar os velhos tempos, essas quedinhas podem durar muitos e muitos anos. Namoro, casamento, tudo passa, mas as quedinhas permanecem. Atire a primeira pedra quem nunca teve a sua.
Coisa mal resolvida ou apenas vontade de relembrar os velhos tempos, essas quedinhas podem durar muitos e muitos anos. Namoro, casamento, tudo passa, mas as quedinhas permanecem. Atire a primeira pedra quem nunca teve a sua.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
domingo, janeiro 04, 2009
Noites de Amsterdã
A Holanda é o país da putaria e das drogas, certo? Lá todo mundo é muito "moderninho", as pessoas podem fumar maconha à vontade e até há uma lei que permite que elas trepem no parque. Não é bem assim. Ontem eu estava vendo aleatoriamente a GNT (nome de canal com o qual dá pra fazer trocadilhos escrotos, tipo GNT de GENITÁLIA), e estava passando lá um programa cujo nome, se não estou errada, era Noites de Amsterdã. Trata-se de uma atração em que dois policiais durões saem "botando ordem" na night da famosa capital holandesa.
No episódio em questão, tais policiais repreenderam um turista e uma prostituta que estava fazendo um blowjob nele num beco escuro. Pelo tom da conversa, os policiais ressaltavam sempre que ele era um turista (pessoa legal que vem gastar muita grana no seu país) e ela era a maldita vagabunda. Eu fiquei besta com a abordagem dos caras. Houve um momento em que ele perguntou "você é prostituta né?", e ela respondeu que não, aí o tira disse "mas vai se tornar uma! fazendo isso no meio da rua!".
Depois de ser extremamente agressivo, o policial vinha com um papo de protetor, deu todo um discurso de que ela não deveria fazer aquilo, e pras câmeras afirmava que pobres garotas vendiam o próprio corpo em troca de cocaína. De acordo com o programa de televisão, os policiais não acharam nenhuma prova contra o turista. Mas eu quero saber é porque um policial que se acha um missionário da moral e dos bons costumes berra com uma mulher e fala, na maior grosseria do mundo, que se ela não é uma puta vai virar um dia. E pior, um canal de TV acha isso tudo muito bonitinho.
No episódio em questão, tais policiais repreenderam um turista e uma prostituta que estava fazendo um blowjob nele num beco escuro. Pelo tom da conversa, os policiais ressaltavam sempre que ele era um turista (pessoa legal que vem gastar muita grana no seu país) e ela era a maldita vagabunda. Eu fiquei besta com a abordagem dos caras. Houve um momento em que ele perguntou "você é prostituta né?", e ela respondeu que não, aí o tira disse "mas vai se tornar uma! fazendo isso no meio da rua!".
Depois de ser extremamente agressivo, o policial vinha com um papo de protetor, deu todo um discurso de que ela não deveria fazer aquilo, e pras câmeras afirmava que pobres garotas vendiam o próprio corpo em troca de cocaína. De acordo com o programa de televisão, os policiais não acharam nenhuma prova contra o turista. Mas eu quero saber é porque um policial que se acha um missionário da moral e dos bons costumes berra com uma mulher e fala, na maior grosseria do mundo, que se ela não é uma puta vai virar um dia. E pior, um canal de TV acha isso tudo muito bonitinho.
quinta-feira, janeiro 01, 2009
Do you know what it feels like for a girl?
Em plena virada de ano estava conversando com uns amigos à la plage, quando um colega meu soltou uma dessas frases "pára o mundo que eu quero descer!":
- Você se comporta como um homem!
Não, eu não coço o saco ou qualquer coisa que macho men idiotas fazem.
- Sabe o que é? É que você não se preocupa muito com o que vai dizer e é uma mulher de atitude.
Ah, certo, estou começando a entender...
- Você assusta os homens!
- E é?
- Claro! Pelo menos a mim sim! Não assusta a você também? - e ele virou-se na direção do outro homem que estava na roda, que preferiu permanecer neutro - Bom, assusta pelo menos a mim, que tive uma determinada criação e fui acostumado com mulheres assim sabe... daquele jeito... sabe como é! Você intimida... um homem que queira ficar com você tem medo de você.
Para minha surpresa, uma moça que eu acabara de conhecer se aproximou da roda e concordou com tudo o que meu colega disse. Segundo ela, era notável o que ele afirmou sobre minha pessoa "pela minha postura e meu jeito de falar".
- Eu acho que me fodo às vezes por causa disso...
- Você é inteligente, menina, lembre disso.
Quando me despedi dela, a garota novamente insistiu no que havia dito. Parecia haver notado em mim um certo incômodo pelo meu jeito de ser, e queria de alguma forma me dar uma força para eu continuar sendo eu mesma.
And so it is...
E o orkut me manda essa mensagem em pleno primeiro de janeiro de 2009:
Sorte de hoje: A pessoa que lê sua sorte desapareceu e nosso chefe está furioso.
Thanks!
- Você se comporta como um homem!
Não, eu não coço o saco ou qualquer coisa que macho men idiotas fazem.
- Sabe o que é? É que você não se preocupa muito com o que vai dizer e é uma mulher de atitude.
Ah, certo, estou começando a entender...
- Você assusta os homens!
- E é?
- Claro! Pelo menos a mim sim! Não assusta a você também? - e ele virou-se na direção do outro homem que estava na roda, que preferiu permanecer neutro - Bom, assusta pelo menos a mim, que tive uma determinada criação e fui acostumado com mulheres assim sabe... daquele jeito... sabe como é! Você intimida... um homem que queira ficar com você tem medo de você.
Para minha surpresa, uma moça que eu acabara de conhecer se aproximou da roda e concordou com tudo o que meu colega disse. Segundo ela, era notável o que ele afirmou sobre minha pessoa "pela minha postura e meu jeito de falar".
- Eu acho que me fodo às vezes por causa disso...
- Você é inteligente, menina, lembre disso.
Quando me despedi dela, a garota novamente insistiu no que havia dito. Parecia haver notado em mim um certo incômodo pelo meu jeito de ser, e queria de alguma forma me dar uma força para eu continuar sendo eu mesma.
And so it is...
E o orkut me manda essa mensagem em pleno primeiro de janeiro de 2009:
Sorte de hoje: A pessoa que lê sua sorte desapareceu e nosso chefe está furioso.
Thanks!
terça-feira, dezembro 30, 2008
Então... Ultimamente ando TÃO sem paciência pra escrever nesse blog que... sei lá. Vai ver é o fim do ano que me deixa muito letárgica (sei que essa palavra é muito cheia de frescura, mas foi nela que pensei mesmo e é ela que expressa bem o que sinto).
Só posso dizer que o fim de 2008 tá muito louco, histórias demais de uma vez só (que são o avesso da minha letargia para lidar com tanta maluquice), e espero seguir todo o planejamento que fiz para 2009, até conseguir meus objetivos para 2010...
No mais, é tudo um mar de incertezas.
Só posso dizer que o fim de 2008 tá muito louco, histórias demais de uma vez só (que são o avesso da minha letargia para lidar com tanta maluquice), e espero seguir todo o planejamento que fiz para 2009, até conseguir meus objetivos para 2010...
No mais, é tudo um mar de incertezas.
sábado, dezembro 27, 2008
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